Co Adriaanse apostou na mesma equipa que derrotou categoricamente o Inter e começou desde logo por garantir uma vantagem importante na abordagem inicial. Com um ataque quase sempre com quatro atletas (Jorginho, Quaresma, McCarthy e Hugo Almeida), o F.C. Porto mantinha o adversário mais preocupado em defender do quem em atacar e aproximava-se fatidicamente do objectivo do jogo, dos golos e dos três pontos.
A mobilidade do F.C. Porto, aliada a uma produção colectiva em todos os sectores quase sempre imaculada, começou por ser materializada logo aos nove minutos, quando Paulo Assunção desmarcou Jorginho e este rematou ao lado. O Dragão assumira todas as despesas do espectáculo sem dar chance ao Nacional para exibir as suas intenções.
O lote de oportunidades azuis e brancas até ao intervalo foi significativo. Dizer que Diego Benaglio conseguiu ser, durante esse período, o melhor dos atletas da casa é por si só esclarecedor. O F.C. Porto teve momentos excelentes. Hugo Almeida falhou por milímetros o desvio a um cruzamento mágico de Quaresma, Lucho acertou no poste e Quaresma, com o guarda-redes pelo chão, não teve sorte na finalização.
O nulo registado no descanso era injusto para o F.C. Porto. O equilíbrio no marcador era enganador e não espelhava índices como a posse de bola, os remates, as oportunidades e a vontade de jogar bom futebol. A justiça, contudo, chegaria logo no minuto 47, quando Quaresma voltou a cruzar de trivela para a cabeça de Hugo Almeida e o avançado dirigiu a bola para o sítio certo, ainda que com algum suspense.
O Nacional só abdicou de jogar com três centrais ao minuto 58. A equipa madeirense tentou reagir, quis desenhar novas exigências ao F.C. Porto, mas a vitória e os três pontos nunca estiveram exactamente em discussão. Com Alan e Diego e, já perto do fim, César Peixoto, o Dragão soube manter o adversário em sentido, mantendo a gestão cuidada da posse de bola e não deixando nunca de espreitar mais golos. O desfecho foi justíssimo.
FICHA DO JOGO
Liga 2005/06 (8ª jornada)
Estádio Engº Rui Alves, no Funchal
Árbitro: Hélio Santos (Lisboa)
Assistentes: Carlos Carmo e Ricardo Santos
4º árbitro: Marco Delgado
NACIONAL: Diego Benaglio; Emerson, Cléber, Ricardo Fernandes, Ávalos «cap.» e Miguelito; Bruno, Chainho e Alexandre Goulart; Miguel Fidalgo e Chilikov
Substituições: Miguel Fidalgo por Nuno Viveiros (32m), Emerson por Luisinho (52m) e Cléber por Anic (58m)
Não utilizados: Hilário, André Pinto, Alonso e Cardozo
Treinador: Manuel Machado
F.C. PORTO: Vítor Baía; Bosingwa, Pepe, Pedro Emanuel «cap.» e Cech; Paulo Assunção, Lucho Gonzalez e Jorginho; Quaresma, McCarthy e Hugo Almeida
Substituições: Hugo Almeida por Alan (63m), Quaresma por Diego (78m) e Jorginho por César Peixoto (88m)
Não utilizados: Paulo Ribeiro, Ricardo Costa, Ibson e Raul Meireles
Treinador: Co Adriaanse
Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Hugo Almeida (47m)
Disciplina: Cartão amarelo a Bruno (40m), Cech (80m), McCarthy (88m)
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